quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Saudades de um tempo que durou o bastante.

Querido diário, hoje é o meu aniversário...
Às vezes dá saudade do meu querido diário, o tempo o levou e me apresentou coisas mais...mais...Deixa eu pensar em um adjetivo...
Mais sérias, do tipo, " Que data é hoje mesmo?", "Nossa, como a semana passou rápido."; Tornou-me uma pessoa comprometida, sem tempo para aproveitar aquilo que o Arnaldo Jabor chamou de "Idiotice" e que faz tão bem à vida.
A despreocupação foi substituída pelo engajamento. As brincadeiras foram substituídas pelas responsabilidades. O tempo ocioso fora substituído pelas incontaveis atividades que só nos permitem olhar o relógio às seis horas da manhã, quando o despertador toca.
E quando chega mais um aniversário é que temos a certeza de que trezentos e sessenta e cinco dias aproximados se passaram e precisamos fazer um histórico do que ficou desse tempo. O que ficou e se foi, o que ficou e ainda está e o que ficou para sempre.Tendo já a certeza de que o fato de ter passado por mim já deixou alguma experiência, sejam momentos, instantes, pessoas, enfim, tudo o que é suscetível a passar.
Não que o lado sério da vida seja de todo desagradável. Seria entediante acordar e saber que próxima expectativa emocionante seria dormir outra vez; não quero nem imaginar o fim do mês sem aqueles carnês que levam o dinheiro que eu mesma conquistei, acho que foi por eles que eu trabalhei.E o mais emocionante é ver o fruto do meu trabalho, saber que minhas ações não são meramente pelo emprego, mas pelo que posso acrescentar à vida de outros.
A falta é a maior representação da importância daquilo que tivemos.
Sendo assim, o diário não é a única coisa de que sinto falta, também não é a única coisa que o tempo levou. Mas me detenho no que o tempo traz, nas coisas que espero da vida, nas coisas em que acredito e principalmente naquelas que busco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário