Parece que esse povo heróico não é reconhecido apenas por seu brado retumbante. É o que mostra o filme "Velozes e furiosos 5". A frase título, por exemplo, foi usada pelo protagonista para explicar à autoridade policial estrangeira que as leis na pátria amada funcionam de forma diferente.
Entre corpos femininos à mostra, funcionárias que trabalham de lingerie, policiais que se corrompem e traficantes que respeitam homens estranhos armados, muita coisa é ficção. Muita coisa é realidade. Como distinguir? Perguntando a um brasileiro o que é verdade por aqui.
É mais confortável assistir filme com cenário Mexicano, Japonês, ou qualquer outro que não o Brasil. Ver o céu da pátria manchado por armas estrangeiras promove sensação de abuso. Quem outorgou o direito a outro que não o Padilha com seu capitão Nascimento? E ao próprio, quem autorizou?
Desde que os navios encontraram terra firme por aqui e mataram o cacique e o pajé, que ninguém respeita mais o "gigante pela própria natureza". (Se o congresso ajudar a matar a natureza, nem por isso mais esta terra será gigante - vide Novo Código Florestal).
Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braços fortes, perde-lo-emos pela visão midiática transmitida pela ficção, uma vez que todo bom entendedor lê a meia palavra lançada nos cinemas.O povo guerreiro e trabalhador, que acorda antes do sol nascer e se deita na despedida da lua é ofuscado pela corrupção dos ileais e pelas curvas expostas das "damas".
Nosso peito segue desafiando à própria morte. Não por referência à honra, mas pela conotação de arsenal ambulante que permeia essa nação. As telonas que o digam.
A diferença é que você está no Brasil. Isso por si só já precisa ser uma questão de honra. Ser brasileiro é uma honra. Esse povo sempre recebe de braços abertos. Tal qual o Cristo. O Cristo recebe todos de braços abertos.
"Somos jovens demais para acreditar que algumas coisas são impossíveis." Luis Leão
segunda-feira, 16 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
NOVO CÓDIGO FLORESTAL. Você aprova?
Carta aberta da Rede Cerrado em defesa do Código Florestal Brasileiro
Nós, membros da Rede Cerrado de ONGs e Movimentos Sociais, articulação que congrega centenas de instituições com atuação no bioma Cerrado, representando trabalhadores/as rurais, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais da região, como geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais e profissionais de organizações não governamentais de assessoria, engajadas na defesa desse Bioma e de seus povos, manifestamos nosso posicionamento em defesa do Código Florestal Brasileiro.
Reconhecemos os esforços do Ministério do Meio Ambiente no sentido de promover um debate sério e qualificado junto ao Governo Federal, ao Congresso Nacional e à sociedade civil acerca das propostas de alteração da legislação ambiental brasileira, abrindo caminhos para a construção de uma reforma do Código Florestal que incorpora demandas dos diversos segmentos, aliando sob uma ótica sustentável as perspectivas de produção rural e conservação.
Neste sentido, entendemos que é fundamental garantir:
- a manutenção das definições e dimensões das Áreas de Preservação Permanente (APPs), para a proteção de nascentes e cursos d’água, de ecossistemas frágeis, da biodiversidade nativa e para evitar riscos de desastres como os ocorridos em 2008 na bacia do Itajaí, em Santa Catarina, e no início de 2011, no Rio de Janeiro, com perda de vidas e grandes prejuízos materiais;
- a manutenção dos percentuais de Reserva Legal (RL), facilitando os procedimentos para o uso sustentável de sua biodiversidade, a partir de planos de manejo simplificados no caso dos agricultores familiares; e garantindo a manutenção dos corredores biogeográficos, evitando assim extinção das espécies da fauna e flora brasileira;
- a incorporação do conceito de “agricultura familiar” de acordo com art. 3º da Lei Federal 11.326, de 24 de julho de 2006 (que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais);
- condicionar a anistia das multas para proprietários que desmataram suas áreas irregularmente até 22 de julho de 2008 (Decreto 6.514/2008) à adesão ao Programa Mais Ambiente (Decreto 7.029/2009);
- a compensação de Reserva Legal (RL) na mesma microbacia, observando os critérios de equivalência em extensão e importância ecológica das áreas.
Consideramos ainda como crucial uma sólida estratégia governamental no sentido de apoiar os proprietários rurais que aderirem ao Programa Mais Ambiente com ampla assistência técnica qualificada para a adequação ambiental de suas propriedades.
Entendemos que a valorização da floresta em pé, por meio do fortalecimento de iniciativas que promovam o uso sustentável da biodiversidade nativa, é uma estratégia fundamental para garantir geração de renda no campo, manutenção de modos de vida tradicionais e de serviços ecossistêmicos em larga escala.
Assim como apontado pelos cientistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), entendemos que, para a reforma do Código Florestal, “o conceito principal deverá ser o da construção de uma legislação ambiental estimuladora de boas práticas e garantidora do futuro e que proporcione, como política pública, a construção de paisagens rurais com sustentabilidade social, ambiental e econômica”.
Defendemos políticas democráticas e participativas que enxerguem o Brasil como uma nação multicultural e biodiversa. Onde o desenvolvimentismo a qualquer custo e o conservacionismo de uma natureza mítica e intocável devem dar lugar a uma abordagem na qual o patrimônio natural e cultural devem ser fundadores de uma nova ordem política. Onde florestas, savanas, cerrados, pantanais, caatingas, campos, restingas e manguezais e os seus povos devem ser reconhecidos, respeitados e considerados em uma estratégia de desenvolvimento e de sustentabilidade nacional e planetária.
Cerrado, 29 de abril de 2011
Rede Cerrado
Nós, membros da Rede Cerrado de ONGs e Movimentos Sociais, articulação que congrega centenas de instituições com atuação no bioma Cerrado, representando trabalhadores/as rurais, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais da região, como geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais e profissionais de organizações não governamentais de assessoria, engajadas na defesa desse Bioma e de seus povos, manifestamos nosso posicionamento em defesa do Código Florestal Brasileiro.
Reconhecemos os esforços do Ministério do Meio Ambiente no sentido de promover um debate sério e qualificado junto ao Governo Federal, ao Congresso Nacional e à sociedade civil acerca das propostas de alteração da legislação ambiental brasileira, abrindo caminhos para a construção de uma reforma do Código Florestal que incorpora demandas dos diversos segmentos, aliando sob uma ótica sustentável as perspectivas de produção rural e conservação.
Neste sentido, entendemos que é fundamental garantir:
- a manutenção das definições e dimensões das Áreas de Preservação Permanente (APPs), para a proteção de nascentes e cursos d’água, de ecossistemas frágeis, da biodiversidade nativa e para evitar riscos de desastres como os ocorridos em 2008 na bacia do Itajaí, em Santa Catarina, e no início de 2011, no Rio de Janeiro, com perda de vidas e grandes prejuízos materiais;
- a manutenção dos percentuais de Reserva Legal (RL), facilitando os procedimentos para o uso sustentável de sua biodiversidade, a partir de planos de manejo simplificados no caso dos agricultores familiares; e garantindo a manutenção dos corredores biogeográficos, evitando assim extinção das espécies da fauna e flora brasileira;
- a incorporação do conceito de “agricultura familiar” de acordo com art. 3º da Lei Federal 11.326, de 24 de julho de 2006 (que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais);
- condicionar a anistia das multas para proprietários que desmataram suas áreas irregularmente até 22 de julho de 2008 (Decreto 6.514/2008) à adesão ao Programa Mais Ambiente (Decreto 7.029/2009);
- a compensação de Reserva Legal (RL) na mesma microbacia, observando os critérios de equivalência em extensão e importância ecológica das áreas.
Consideramos ainda como crucial uma sólida estratégia governamental no sentido de apoiar os proprietários rurais que aderirem ao Programa Mais Ambiente com ampla assistência técnica qualificada para a adequação ambiental de suas propriedades.
Entendemos que a valorização da floresta em pé, por meio do fortalecimento de iniciativas que promovam o uso sustentável da biodiversidade nativa, é uma estratégia fundamental para garantir geração de renda no campo, manutenção de modos de vida tradicionais e de serviços ecossistêmicos em larga escala.
Assim como apontado pelos cientistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), entendemos que, para a reforma do Código Florestal, “o conceito principal deverá ser o da construção de uma legislação ambiental estimuladora de boas práticas e garantidora do futuro e que proporcione, como política pública, a construção de paisagens rurais com sustentabilidade social, ambiental e econômica”.
Defendemos políticas democráticas e participativas que enxerguem o Brasil como uma nação multicultural e biodiversa. Onde o desenvolvimentismo a qualquer custo e o conservacionismo de uma natureza mítica e intocável devem dar lugar a uma abordagem na qual o patrimônio natural e cultural devem ser fundadores de uma nova ordem política. Onde florestas, savanas, cerrados, pantanais, caatingas, campos, restingas e manguezais e os seus povos devem ser reconhecidos, respeitados e considerados em uma estratégia de desenvolvimento e de sustentabilidade nacional e planetária.
Cerrado, 29 de abril de 2011
Rede Cerrado
Devaneio da madrugada
Aquilo que a madrugada traz
é o que o dia escondeu
por vezes coisas obscuras
por outras, coisas superficiais.
Ou tão profundas que só aparecem no silêncio
Como um grito que ecoa no vácuo
cria um eco opaco, tapado, silencioso, mudo.
Mundo
que esconde verdades e encobre valores
que como um baú oculta sob sua tampa tesouros
tesouros da alma
que vêm à tona no silêncio,
esse mudo sempre presente
falando o que não queremos ouvir
a voz que se cala do lado de dentro
mas que se faz audível no silêncio
silêncio
silêncio
silêncio
Ouviu?
chega mais pertinho
mais pertinho
mais pertinho
assim, mais pertinho
tá ouvindo?
Sem palavras, falei.
é o que o dia escondeu
por vezes coisas obscuras
por outras, coisas superficiais.
Ou tão profundas que só aparecem no silêncio
Como um grito que ecoa no vácuo
cria um eco opaco, tapado, silencioso, mudo.
Mundo
que esconde verdades e encobre valores
que como um baú oculta sob sua tampa tesouros
tesouros da alma
que vêm à tona no silêncio,
esse mudo sempre presente
falando o que não queremos ouvir
a voz que se cala do lado de dentro
mas que se faz audível no silêncio
silêncio
silêncio
silêncio
Ouviu?
chega mais pertinho
mais pertinho
mais pertinho
assim, mais pertinho
tá ouvindo?
Sem palavras, falei.
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