terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O que ele tem de novo?

Sem dúvida alguma a frase mais falada no dia 01 de janeiro foi o jargão "FELIZ ANO NOVO".
Chamo jargão porque, mesmo não sendo falado em ambiente profissional, a banalização da frase tira dela seu principal fundamento, sua emoção, seu objetivo, que não é meramente comunicação, mas expressão de desejo em relação ao outro.
Desejar um FELIZ ANO é simples quando durante os 365 dias corridos se é indiferente.
Expressar o desejo deveria trazer implícito um compromisso de cuidado e contribuição para a felicidade do próximo. Torna-se contraditório quando em dias corridos vê-se exatamente o contrário: o egoísmo, a centralização do eu e o próprio "umbigo" sendo endeusado em detrimento daquele que dias antes foi alvo do "feliz ano novo".
Tão preocupante quanto o argumentado acima é o adjetivo que caracteriza a citado ano. NOVO. Mas o que ele tem de novo?
O que tem de diferente numa noite que terminou após vinte e quatro horas e de um dia que começou logo em seguida? Qua magia transforma o velho em novo?
As promessas não seriam, porque de tão repetidas elas também já se tornaram velhas.
Coisas que o ano que passou levou também não, porque, se você quiser, vai recuperá-las logo após a ressaca.
As amizades...também não, pois aquelas que a mágoa levou você já afirmou que não vale a pena recuperá-las.
O amor...Não! O ano não levou o medo. O "novo" não trouxe a coragem.
Definitivamente, não entendo o que ele tem de novo!
Mas, enquanto não inventam algo mais original para dizer nessa época, a todos vocês que me leem: FELIZ ANO NOVO!!!

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