segunda-feira, 16 de maio de 2011

A diferença é que você está no BRASIL!

     Parece que esse povo heróico não é reconhecido apenas por seu brado retumbante. É o que mostra o filme "Velozes e furiosos 5". A frase título, por exemplo, foi usada pelo protagonista para explicar à autoridade policial estrangeira que as leis na pátria amada funcionam de forma diferente.
     Entre corpos femininos à mostra, funcionárias que trabalham de lingerie, policiais que se corrompem e  traficantes que respeitam homens estranhos armados, muita coisa é ficção. Muita coisa é realidade. Como distinguir? Perguntando a um brasileiro o que é verdade por aqui.
     É mais confortável assistir filme com cenário Mexicano, Japonês, ou qualquer outro que não o Brasil. Ver o céu da pátria manchado por armas estrangeiras promove sensação de abuso. Quem outorgou o direito a outro que não o Padilha com seu capitão Nascimento? E ao próprio, quem autorizou?
     Desde que os navios encontraram terra firme por aqui e mataram o cacique e o pajé, que ninguém respeita mais o "gigante pela própria natureza". (Se o congresso ajudar a matar a natureza, nem por isso mais esta terra será gigante - vide Novo Código Florestal).
     Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braços fortes, perde-lo-emos pela visão midiática transmitida pela ficção, uma vez que todo bom entendedor lê a meia palavra lançada nos cinemas.O povo guerreiro e trabalhador, que acorda antes do sol nascer e se deita na despedida da lua é ofuscado pela corrupção dos ileais e pelas curvas expostas das "damas".
     Nosso peito segue desafiando à própria morte. Não por referência à honra, mas pela conotação de arsenal ambulante que permeia essa nação. As telonas que o digam.
     A diferença é que você está no Brasil. Isso por si só já precisa ser uma questão de honra. Ser brasileiro é uma honra. Esse povo sempre recebe de braços abertos. Tal qual o Cristo. O Cristo recebe todos de braços abertos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

NOVO CÓDIGO FLORESTAL. Você aprova?

Carta aberta da Rede Cerrado em defesa do Código Florestal Brasileiro

Nós, membros da Rede Cerrado de ONGs e Movimentos Sociais, articulação que congrega centenas de instituições com atuação no bioma Cerrado, representando trabalhadores/as rurais, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais da região, como geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais e profissionais de organizações não governamentais de assessoria, engajadas na defesa desse Bioma e de seus povos, manifestamos nosso posicionamento em defesa do Código Florestal Brasileiro.
Reconhecemos os esforços do Ministério do Meio Ambiente no sentido de promover um debate sério e qualificado junto ao Governo Federal, ao Congresso Nacional e à sociedade civil acerca das propostas de alteração da legislação ambiental brasileira, abrindo caminhos para a construção de uma reforma do Código Florestal que incorpora demandas dos diversos segmentos, aliando sob uma ótica sustentável as perspectivas de produção rural e conservação.
Neste sentido, entendemos que é fundamental garantir:
- a manutenção das definições e dimensões das Áreas de Preservação Permanente (APPs), para a proteção de nascentes e cursos d’água, de ecossistemas frágeis, da biodiversidade nativa e para evitar riscos de desastres como os ocorridos em 2008 na bacia do Itajaí, em Santa Catarina, e no início de 2011, no Rio de Janeiro, com perda de vidas e grandes prejuízos materiais;
- a manutenção dos percentuais de Reserva Legal (RL), facilitando os procedimentos para o uso sustentável de sua biodiversidade, a partir de planos de manejo simplificados no caso dos agricultores familiares; e garantindo a manutenção dos corredores biogeográficos, evitando assim extinção das espécies da fauna e flora brasileira;
- a incorporação do conceito de “agricultura familiar” de acordo com art. 3º da Lei Federal 11.326, de 24 de julho de 2006 (que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais);
- condicionar a anistia das multas para proprietários que desmataram suas áreas irregularmente até 22 de julho de 2008 (Decreto 6.514/2008) à adesão ao Programa Mais Ambiente (Decreto 7.029/2009);
- a compensação de Reserva Legal (RL) na mesma microbacia, observando os critérios de equivalência em extensão e importância ecológica das áreas.
Consideramos ainda como crucial uma sólida estratégia governamental no sentido de apoiar os proprietários rurais que aderirem ao Programa Mais Ambiente com ampla assistência técnica qualificada para a adequação ambiental de suas propriedades.
Entendemos que a valorização da floresta em pé, por meio do fortalecimento de iniciativas que promovam o uso sustentável da biodiversidade nativa, é uma estratégia fundamental para garantir geração de renda no campo, manutenção de modos de vida tradicionais e de serviços ecossistêmicos em larga escala.
Assim como apontado pelos cientistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), entendemos que, para a reforma do Código Florestal, “o conceito principal deverá ser o da construção de uma legislação ambiental estimuladora de boas práticas e garantidora do futuro e que proporcione, como política pública, a construção de paisagens rurais com sustentabilidade social, ambiental e econômica”.
Defendemos políticas democráticas e participativas que enxerguem o Brasil como uma nação multicultural e biodiversa. Onde o desenvolvimentismo a qualquer custo e o conservacionismo de uma natureza mítica e intocável devem dar lugar a uma abordagem na qual o patrimônio natural e cultural devem ser fundadores de uma nova ordem política. Onde florestas, savanas, cerrados, pantanais, caatingas, campos, restingas e manguezais e os seus povos devem ser reconhecidos, respeitados e considerados em uma estratégia de desenvolvimento e de sustentabilidade nacional e planetária.

Cerrado, 29 de abril de 2011

Rede Cerrado

Devaneio da madrugada

Aquilo que a madrugada traz
é o que o dia escondeu
por vezes coisas obscuras
por outras, coisas superficiais.
Ou tão profundas que só aparecem no silêncio
Como um grito que ecoa no vácuo
cria um eco opaco, tapado, silencioso, mudo.
Mundo
que esconde verdades e encobre valores
que como um baú oculta sob sua tampa tesouros
tesouros da alma
que vêm à tona no silêncio,
esse mudo sempre presente
falando o que não queremos ouvir
a voz que se cala do lado de dentro
mas que se faz audível no silêncio
silêncio
silêncio
silêncio
Ouviu?
chega mais pertinho
mais pertinho
mais pertinho
assim, mais pertinho
tá ouvindo?
Sem palavras, falei.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O que ele tem de novo?

Sem dúvida alguma a frase mais falada no dia 01 de janeiro foi o jargão "FELIZ ANO NOVO".
Chamo jargão porque, mesmo não sendo falado em ambiente profissional, a banalização da frase tira dela seu principal fundamento, sua emoção, seu objetivo, que não é meramente comunicação, mas expressão de desejo em relação ao outro.
Desejar um FELIZ ANO é simples quando durante os 365 dias corridos se é indiferente.
Expressar o desejo deveria trazer implícito um compromisso de cuidado e contribuição para a felicidade do próximo. Torna-se contraditório quando em dias corridos vê-se exatamente o contrário: o egoísmo, a centralização do eu e o próprio "umbigo" sendo endeusado em detrimento daquele que dias antes foi alvo do "feliz ano novo".
Tão preocupante quanto o argumentado acima é o adjetivo que caracteriza a citado ano. NOVO. Mas o que ele tem de novo?
O que tem de diferente numa noite que terminou após vinte e quatro horas e de um dia que começou logo em seguida? Qua magia transforma o velho em novo?
As promessas não seriam, porque de tão repetidas elas também já se tornaram velhas.
Coisas que o ano que passou levou também não, porque, se você quiser, vai recuperá-las logo após a ressaca.
As amizades...também não, pois aquelas que a mágoa levou você já afirmou que não vale a pena recuperá-las.
O amor...Não! O ano não levou o medo. O "novo" não trouxe a coragem.
Definitivamente, não entendo o que ele tem de novo!
Mas, enquanto não inventam algo mais original para dizer nessa época, a todos vocês que me leem: FELIZ ANO NOVO!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Trololó...É assim que se escreve candidatos???

Pedi aos meus alunos que fizessem um resumo do debate dos presidenciáveis.
Agora estou com vergonha.
Eles não mereciam isso. Não mereciam ouvir aquela baixaria.
Não mereciam resumir aqueles discursos vagos e ocos.
Não mereciam. Estou com vergonha.
O Brasil é uma grande nação. Uma disputa presidencial deveria ter no mínimo propostas por parte dos candidatos. Escolher um presidente com base em ataques pessoais e apontamentos de comparsas é nivelar por baixo a capacidade desse país. É acreditar que estão discursando apenas para as pessoas que receberam a excelente educação oferecida pelo poder público. É ter a certeza de que seus eleitores são aqueles que estão presos a eles pelos "cheques" e "bolsas" e que temem perdê-los.
O debate foi cercado por respostas evasivas, quentionamentos infundados, verdades e mentiras (se um deles dizia a verdade, com certeza o outro dizia mentira, saber qual dizia o quê é problemático). Queria encontrar um nordestino e perguntar o que exatamente foi feito por lá!
O tempo que a candidata passou gaguejando talvez tenha sido menor que o que o candidato passou atacando. Os terceiros citados devem estar planejando vingança, quando não se revirando no túmulo. Definitivamente, faltou proposta para convencer eleitores críticos.
E sobrou tempo para trololó. O que será que eles chamam de trololó?
Será o que a candidata fez na sua incansável gagueira ou o que o candidato insistiu em  mostrar com seu insípido discurso.
Devo desculpas aos meus alunos. Os candidatos devem desculpas ao Brasil.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Demagogos

Eis o conceito de demagogo segundo o dicionário Aurelio on line:
s.m. Aquele que lisonjeia a multidão, às vezes para tirar proveito pessoal. / Agitador que excita as paixões populares.

O substantivo pode ser também feminino. Sem contrariar a consagrada gramática das Língua Portuguesa, mas no masculino ou no feminino a multidão de brasileiros está sendo lisonjeada pelos candidatos à presidência da república para que alcancem o ápice de sua paixão pelos programas sociais, estimulem sua dependência dos mesmos e se agitem num ato insano no exercício da democracia. (ah...democracia, termo técnico).
Uma troca de acusações também insana, um baixo nível de disputa onde o futuro do Brasil não está sendo discutido, apenas está sendo visada a conquista do eleitor e a nação tem engolido seu brado retumbante, porque não tem pelo que bradar; não há uma causa grande o suficiente para recuperar a glória do passado.
Visão minimalista essa dos candidatos à presidência. O Brasil é uma nação, não é uma cidadezinha. Não deve funcionar tendo como principal função encher a barriga de seus filhotinhos. Torná-los independente deve ser o alvo. Acreditar que cada um pode se construir e como consequência construir o Brasil.
Mas entendo a visão dos candidatos. Uma nação independente jamais votaria neles.
Sonho com um Brasil independente porque acredito em brasileiros com potencial.
Independência ou morte!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dever de casa

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana